Damien Hirst

Polêmica, morte, vida, asco, valores, capitalização, marketing todas essas palavras combinadas, ou não, podem definir as obras do artista Damien Hirst. Por muitos visto como um grande e genial contestador da realidade, por outros (os críticos especificamente) como um marketeiro. O fato é que poucos artistas, em vida, tiveram as suas obras elevadas a valores tão astronômicos quanto Hirst. E, ainda de quebra expostas em forma de retrospectiva no Tate Modern, em Londres.

Damien possui particularidades: pense no impacto de um artista com retrospectiva, em vida. Sem esquecer ainda de descartar a alta valorização de suas obras. Feitos alcançados anteriormente por Salvador Dali, que também possuía essa relação belicosa com questões éticas e o valor agregado a sua arte.

Para acompanhar e entendermos um pouco a ideia desta retrospectiva, uma das temáticas que Damien evoca é a morte, ligada à relação efêmera do ser humano e da vida. Por isso, suas obras giram em torno dessas analogias provocativas da fragilidade da vida e da arte.

As relações de morte-  presentes em obras como em  “For the Love of God”  que é um crânio humano, autêntico, coberto com 8.601 de diamantes.

As relações de vida- Pharmacy  é uma das obras que estão nessa retrospectiva em Londres. A instalação é formada por  diversas prateleiras com caixas e comprimidos coloridos e fazem alusão à crença que a arte, assim como os remédios, curam.

As relações de efemeridade– A morte é o conceito que salta nas obras de Hirst, com isso a aparecem a relação com o efêmero e a debilidade da vida. Algumas das obras escolhidas para a retrospectiva tiveram a necessidade de ser refeitas porque eram perecíveis.

As obras que tem uma curta duração, como por exemplo: “A thousand years” com um  eletrocutor de insetos, que mata as moscas após se alimentarem da vaca ensanguentada.

E, também a obra “In and Out of Love”, nesta instalação o público passa por uma sala de borboletas vivas, mostrando as fases de incubação até o nascimento e morte.

Conceitual demais? Talvez. Porém, Damien naturaliza em forma de arte, a relação humana com a morte, que apesar de ser um processo natural da vida, ainda é um tabu.

Por Carol Romano para Skinbiquini
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2 respostas para Damien Hirst

  1. Pingback: Damien Hirst no blog da Skinbiquini | Alfinetes de Morango

  2. Parabéns por essa coluna começou bem viu.

    No blog:
    LENÇOS UMIDECIDOS RICCA
    ANTES E DEPOIS: MARIANA RIOS

    CURTE AI VAI:
    https://www.facebook.com/ClubeMaraSemAlca
    http://www.marasemalca.com.br

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